PARQUE NACIONAL DE SETE CIDADES - OBRA PRIMA DA NATUREZA

PARQUE NACIONAL DE SETE CIDADES

Formações rochosas bastante peculiares, que parecem-se com seres, animais, objetos e personagens - esta é a principal atração do Parque Nacional de Sete Cidades, situado ao norte do Estado do Piauí, Brasil. O Parque Nacional de Sete Cidades é palco de lenta transformação planetária que vem acontecendo há 190 milhões de anos. É, portanto, um registro histórico da evolução da Terra, que escapa totalmente ao nosso senso temporal. Enquanto as esculturas naturais rochosas possuem milhões de anos, o homem deixou sua marca há bem menos tempo: pinturas ruprestes atestam a passagem do homem pré-histórico pela região há cerca de 6000 anos. A pintura da mão de seis dedos é a mais famosa, seguida da pintura do lagarto. As paredes apresentam também desenhos abstratos e estranhas figuras geométricas. A região do parque foi dividida em Sete Cidades de Pedra, cada qual possuindo um conjunto peculiar de monumentos geológicos como a Pedra da Tartaruga, A Cabeça do Imperador, Os Três Reis Magos, O Beijo, O Beijo dos Lagartos e o famoso Mapa do Brasil - formação que lembra o mapa brasileiro.
Antecedentes Legais
As pesquisas arqueológicas na região se desenvolveram em data posterior a criação do Parque Nacional de Sete Cidades. Mas em 1928, o austríaco Ludwig Schwnnhagen, visita as Sete Cidades, descrevendo-as como ruínas de uma cidade fenícia, que teria sido fundada há 3 mil anos.
Aspectos Culturais e Históricos
A primeira notícia oficial sobre Sete Cidades, data de 9.12.1886, denominada então as "Sete Cidades de Pedra". As formações espetaculares encontradas no Parque, foram interpretadas por visitantes e pesquisadores de diversas maneiras, mas nenhuma das interpretações foi comprovada cientificamente. Historiadores brasileiros consideram que a área teria sido habitada pelos índios da nação Tabaranas, das tribos dos Quirirus e dos Jenipapos. O território destes índios abrangia uma área que se limitava ao norte pela região costeira, a oeste pelo rio Parnaíba, ao sul pelo rio Poty e a Leste pela Serra da Ibiapaba. O magnífico conjunto de monumentos geológicos foi trabalhado pela natureza ao longo de milhares de anos através de erosão pluvial e eólica. As pinturas encontradas nas paredes rochosas com tinta avermelhada atestam a passagem do homem pré-histórico pela região.
Vegetação
Pode-se apresentar o Parque de Sete Cidades como área de transição Cerrado/Caatinga com predominância de espécies típicas de Cerrado acompanhado de manchas de Campos Abertos Inundáveis e Matas Ciliares. Do ponto de vista florístico, ocorrem na área espécies características de formações tais como a Caatinga e Floresta Decídua, principalmente Cerrado.
Fauna
A fauna deste Parque, pelo menos originariamente, deveria ser mais rica do que aquelas encontradas no cerrado típico, uma vez que deveria abrigar espécies de outras comunidades, porém muitas das espécies já desapareceram da região. Com a proteção da área do Parque a sua fauna poderá recompor-se, já que existem nas redondezas as formações vegetais encontradas no seu interior. As espécies da fauna mais expressivas encontradas na unidade são: veado-mateiro, tatu verdadeiro, onça suçuarana, mocó, jacú, iguana, paca, tamanduá-mirim, cutias e répteis.
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